fazer as malas

- Longe de Manaus - F J Viegas (saborosamente adiado para degustar em contexto privilegiado)
- As mentiras que os homens contam - L F Veríssimo (ansiosa por mais do autor de Borges e os Orangotangos Eternos)
- Memórias de Adriano - M Yourcenar (um dos muitos musts que me faltam)
- A ilustre Casa de Ramires - E Queirós (idem)
- Assim falou Zaratustra - Nietzsche (idem, decidida a ir à fonte da qual só conheço a frase admirável "desde que o homem é homem tem conhecido mal a alegria; é esse, meus irmãos, o único pecado original")
- Histórias com cidades - J R Direitinho (saldo em que tropecei um dia destes, disposta a relê-lo 20 anos depois das páginas do DN Jovem)
- Nome de toureiro - L Sepúlveda (mais um saldo, aposta sempre ganha)
- Carris de papel - organizado por A V Brunn colectânea de que aqui falei há dias
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foi assim

uma semana a dormir 10 horas por dia, a comer pão alentejano torrado com manteiga, a ler e a apanhar sol de manhã à noite (com dois diazitos de chuva pelo meio que só serviram para dormir, comer e ler ainda mais). e mais não digo para a inveja não invadir a linha.
li três livros intensos (além de dois que nem por isso):
- Sinais de fogo (Jorge de Sena): prometido a mim própria desde que o descobri meu desconhecido na listagem dos "cinco romances portugueses dos últimos 30 anos" promovido há uns meses pelo A natureza do mal *. É um livro que nos prende pelo pescoço, duro (uma espécie de Fado Alexandrino - também muito referido na votação desses "5 mais" - dos anos 30) mas que se lê sem dó e com o mesmo embalo da escrita de "Noutros Lugares".
- Borges e os orangotangos eternos (Luís Fernando Veríssimo): um livro feliz descoberto num feliz acaso (D vou-to emprestar logo que H mo devolva, é uma escrita que me lembra de ti ao virar cada página).
- As duas águas do mar (Francisco José Viegas): um romance vestido de policial (a lembrar com saudade Manuel Vazquez Montálban) repleto de paisagens que revestem o meu imaginário, Finisterra, na Galiza, e a ilha de S. Miguel
*por lapso, na 1ª versão deste post, referi que a iniciativa havia sido do Da literatura, blog também muito activo na divulgação da mesma
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