segunda-feira, outubro 05, 2009

a Freita

(viveiros do Merujal, o nosso Caima 81)


(encosta virada a Arouca)

(castanheiros, num souto rodeado de cedros e pinheiros)

(Sra. da Lage, o nosso Caima 80)

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sábado, outubro 04, 2008

as estações misturadas

as minhas árvores (do meu trabalho)
um doce a quem souber dizer-me o seu nome

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quinta-feira, setembro 18, 2008

uma abelha no metro


uma abelha apanhou o metro, tresmalhada na ponta da manhã. sobressaltou uns, foi vigiada pelo olhar de outros e rasou sem incidentes cabeças distraídas em sonos por resolver. uma abelha perdida, certamente desnorteada com os perfumes inférteis das mulheres e enjoada com as travagens da composição. voando cada vez mais pesada e lenta, alapou-se depois, ofegante, ao vidro grande que, não compreendia ao certo como, a separava de um campo verde lá fora.

nisto, um passageiro, até aqui razoavelmente impávido com a abelhuda passageira, dobra com vagar e afinco o jornal gratuito que guardava no saco e, num gesto rápido, sonoro e inesperado, esmaga, sem resistência, o insecto contra a janela, assustando de morte um puto sentado em frente que, de mp3 e phones, viajava noutro mundo.

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quarta-feira, julho 09, 2008

das estrelas, outras


que saudades tenho de um céu iluminado de estrelas, quase incandescente, de o respirar com força. eu sou a favor das reservas CC, o resto do mundo já é bastante inabitável.

é das memórias mais antigas que tenho: nós no pátio da casa de Coimbrões e a minha mãe a mostrar-nos a via láctea. Coimbrões, a 2 ou 3 Km do Porto, é hoje um lugar inabitável, de onde não se deve descortinar nem a Sirius, a estrela mais visível do hemisfério norte. mas há 30 e muitos anos não era assim.

eu devia ser ainda muito pequena, calculo que de uns 3 ou 4 anos, porque a minha mãe estava a explicar-nos aquilo e eu lembro-me de ver as estrelas todas, a nebulosa e, juro, o meu pratinho de papa láctea a passar lá em cima. a princípio custou-me a acreditar, mas só podia ser ele, tão branquinho, com colher e tudo a mover-se lento como os aviões. e depois, se a minha mãe dizia que lá em cima era a papa láctea, ou a via láctea, é porque era mesmo.

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terça-feira, novembro 20, 2007

as primeiras iluminações de Natal

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