Outonal

2. És um saco de sal. Todo o teu saber é um fruto proibido. Todo o teu sabor é pasta de amendoim e cornflakes. Que queres da tua vida? Dinheiro? Não sabes como o ganhar? Aconselho que vendas o saco de sal, troca-o em feira franca por um outro de cal e tenta palavras com o pincel com que me caiam a vida.
3. Se fores uma espiga vermelha, foge da labuta do sem-fim da debulhadora, porque o fim ou a solução dos dias está em ti mesmo, energia que contraria a queda do pássaro, F = G x mM/d2; o perfume da folha e os meus braços, errata têm, nessa fórmula com o nosso erro de sempre nos contrariarmos.
4. Se fores uma espada, tens na lâmina o comprimento do teu tempo. Não é a excalibur do Artur, é um punhal, daqueles cheios de torcidos como os da idade média, que não cortam aço, mas versátil, para descascar a espiga onde te escondes e sangrar todos os nossos medos.
5. És. Se fores.
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