quarta-feira, dezembro 08, 2010

Espanador de Angústia

Às vezes zango-me comigo. Não é frequente, mas acontece. Quando decido ser perversa comigo mesma, me provocar, me desafiar. São duas de uma que se empertigam. Uma cumpre e a outra decide desafiar ao incumprimento. Qualquer desígnio vale nesta espécie de tentação interior. Coisas pequenas, prazeres insuspeitos. (Des)alinho.
Fico zangada com moinha. Chuva pequena. Não é fúria, é só uma esparsa sensação de desapontamento, uma angústia diluída. Líquida.

Agora que o vento e a chuva acalmaram no mundo por instantes, a noite ficou insuspeitamente quente, a estrada sossega negra junto ao mar, logo agora, eu cinzento esta zanga. Era por ela que eu precisava de um espanador…

2 Comments:

At 12:46 da tarde, Blogger Mónica (em Campanhã) said...

nem me digas, sou perita nisso

 
At 11:30 da tarde, Blogger Joana said...

:)
saudades!!!

 

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