A morte de Molero

«Parafraseando Zuca: voilá, desapareceu no ar como o Mandrake.»
«Estou sentado à beira-mar, olhando o mar sem o ver. Voa no meu pensamento a dança e a contradança de lembrar e de esquecer. Não sei se vou lembrar. Não sei se vou esquecer. E enquanto sei e não sei, estou sentado à beira-mar, olhando o mar sem o ver. Na tal dança-contradança de pensar e não pensar, pressinto que vou sentir lágrimas no meu olhar. E enquanto sinto e não sinto atiro pedras ao mar…».
Machado, Dinis, O que Diz Molero, pág 127.
O autor do nosso livro de anos deixou-nos. Dedicar-me-ei, esta noite, a ler-lhe todas as palavras essenciais. Sei que vai ser um prazer com bom vinho, boa música e cigarrilhas que bastem para o cumprir. Lena e Mónica, antecipei-me?
4 Comments:
Sendo assim, podes começar a obra que a M pediu em tempos.Eu não fico à espera, mas quero ler-te quando chegares.
Fiquei à espera, isso sim, que escrevesses aqui hoje...para não me antecipar
soube agora, por ti... ainda esta semana ele vinha nos jornais com a reedição das obras "Dennis McShade".
não consigo ficar triste. esse homem estava cumprido há muitos anos. o resto era tabaco e um olhar de quem pensa "de onde me veio isto? isto é melhor do que eu"
Ontem, quando ouvi a notícia lembrei-me logo os amigos da linhade, tantas foram (e serão) as vezes que o nomearam como um marco nas vossas vidas. Eu também o li pela mesma altura, mas não se me colou como a vocês. Bom fim de semana
e eu que só soube esta tarde... estranho, devo andar distraída do mundo e nisto, a morte acontece.
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