lei das cismarias

Dar-te-ia todos os terrenos junto ao rio, o maior quarto da casa, a sombra da nogueira agora carregada de nozes, a última selha de água para perfumares o teu corpo, a receita da torta de queijo, a fotografia de Paris, o exemplar único do semanário que escrevo – edição nominal – só com as boas notícias de Dezembro.
E a carta que escreveste, intacta, fechada, como se nunca a tivesse lido trezentas vezes.
Dar-te-ia tudo isso se sentisse que ainda cismarias por mim.

1 Comments:
Que bem se continua neste blog. Que bem se está.
Que bom, ler-vos.
(não deixo mais que este beijo atrasado e repenicado para M.
nem a promessa de comentar quando cá venho. e venho muito, em silêncio...
ando também apressado e ocupado)
j no apeadeiro de miramar
Publicar um comentário
<< Home