quinta-feira, outubro 05, 2006

05 de Outubro


O Porto republicano revolta-se. Tiros certeiros (como outra noite policial por falta de treino?) assassinam D. Carlos e o herdeiro. Marca-se a revolução para dia 04 de Outubro à 1 da manhã. Miguel Bombarda é também assassinado. Revolta-se a Infantaria. Cai morto Cândido dos Reis. D. Manuel II faz as arcas, recolhe os anéis e vai para Mafra. José Relvas proclama a República e a família real põe as arcas no “Gibraltar” e faz-se ao mar na Ericeira. Reconheceu logo o Brasil, ele o país, o país a República Portuguesa. Assim se fez, mais rigor menos rigor.

Nestes penosos dias do calendário, enquanto as bibliotecas e os museus permanecerem fechados, os “dias do conto” para os miúdos adiado por feriado de funcionários, os professores na rua, a subida brusca da taxa Euribor, as brigadas policiais apenas atentas à mobilidade do álcool de alguma gente feliz e a exposição política de gravatas berrantes, desfilando a sons de discursos de Outubros de circunstância… (muitos deles sem saberem patavina do primeiro parágrafo!) resta aos portugueses fazer o que hoje fiz: apreciar o pouco sol, inalar as frescuras do mar, amar à bolina, ler e escrever para viver, comer e beber, respirar, recolher-me em casa a trabalhar para o país.

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