Tratado em Lisboa

E disse que os parlamentos europeus, incluindo o nosso, são ainda a sede onde o referendo deverá ter validade, corpo e compromisso.
Sarkosy corria sorridente para os braços de Sócrates sob o sol de Lisboa. Zapattero batia palmas ao hino da alegria. Gordon atrasou-se num gin político de Londres. Mas todos estavam cúmplices nesta achega à constituição reprovada europeia. Aí está a minha dificuldade. Nada sei dos ossos dos outros. Sei que o nosso parlamento é hoje um ABC primário de figuras de Camilo. Quedas de anjos. Calistos. Personagens que se catalogam entre o aposentado e o menino de aparelho numa sopa juliana. Cultura zero. História menos um. Capacidade política, todas as segundas-feiras, onde se entretêm em “trabalho político” entre um arroz de berbigão e o cálculo das ajudas de custo. São estes que querem que decidam por nós. O «povo» de Manuel Porto na expressão democrática da representatividade pública, que vamos votando envergonhados.
Como diz um amigo meu, «ai quando o povo souber!»
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