Via verde

Comemos. Bebemos o suficiente. Havia poemas, verdadeiros poemas, na forma como dialogamos uns com os outros. Falar por provérbios. Deixar promessas cúmplices que pelas modinhas de ti nunca dançaremos. Devaneios de homens soltos. Baralhos de cartas marcadas como quase todas as que te escrevi quando era uma ânfora. Que mais querem vocês, prisioneiras do tempo, senão este compasso de espera. Deixar que os homens voltem a casa tarde por um sabor. Ainda dizes, na defesa desses teus dias, que tudo bem, mas há louça para lavar e filhos para educar. O azeite fica-nos nos lábios como cantigas antigas para cantar. Não há mulheres novas no horizonte, é esse saber do sabor agora educado para os eleitos e trazido nesta temperança para que saiba a rigores de amor na folha dos teus, isso é que é assunto para pensar ou para dançar.
1 Comments:
"...a poesia é para comer", lembras-te? Bom dia aí para cima
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