segunda-feira, agosto 27, 2007

a casa dos livros

dos dias que passei na estação da H guardo uma memória de banquete: prateleiras e prateleiras cheias de livros que pude folhear inconsequentemente, ao acaso, trazer para o sofá, devolver à prateleira ao fim de umas páginas ou degustar até ao fim. como uma visita à Fnac sem horas para nada, com bar aberto, cama à disposição e sem gastar um cêntimo. claro que, como acontece em férias decentes, li até ao torcicolo. só que desta vez não tive de fazer malas, era uma casa com livros incluídos. de todos, levei dois até ao fim:
  • O enigma de Zulmira, Vasco Graça Moura (Quetzal, 2002): o meu primeiro VGM em ficção, uma excelente surpresa. parece uma história de um outro Portugal com gente improvável e no entanto temos a certeza de que tudo foi quase assim. ler nas contracapas a lista de livros do autor é um exercício estonteante: como é possível ter escrito mais livros que anos de vida (tendo feito tantas outras coisas entretanto)?
  • Jerusalém, Gonçalo M Tavares (Caminho, 2005): o meu primeiro GMT... e sem vontade de repetir. confesso que caí numa esparrela: fui até ao fim pressionada por todo o extasiado falatório em redor do autor. estava a detestar mas ia lendo e pensava: isto deve estar mesmo a começar a tragar-se. mas nunca aconteceu. acho que me descobri mais um handicap.

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1 Comments:

At 1:45 da manhã, Blogger David (em Coimbra B) said...

A casa de H é um privilégio como os museus onde há temperatura e um gin para o sossego das almas como a tua.

 

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