Cesariny

passagem a limpo
O navio morto
que sobe a corrente
de que velho porto
era o adolescente?
Cingia-lhe a boca
água e nevoeiro?
Tinha muita, pouca
falta de dinheiro?
Bom barco, subido
aos da mor igualha,
tens o ombro ferido
até à fornalha
E puxado a cabos
- este rei de oceanos! –
por ginasticados
loiros namorados
a diesel e canos
Foi-lhe a estrela má.
- E se recomeça?
- Vamos aqui já
enterrá-lo depressa.
Cesariny, Mário, Pena Capital
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