segunda-feira, outubro 16, 2017

festejos

não há festa sem música. não há memória sem música. não há tempo não há história não há quase nada em mim sem uma música por dentro, sem música em volta, sem ela. essa língua franca.


«Meu nome é Ana e sou viciada em música
É ela quem me chama quando eu já não estou lúcida
Quando o mundo desaba e o coração se quebra
É ela que o cola e sara, ela é que me devolve à Terra»

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sábado, julho 14, 2007

música fora da casa


ontem mais um concerto no exterior da casa da música. o som do afinar dos instrumentos ainda à luz do fim do dia. a música misturada com o vento, com a cidade e com a pele num efeito estranho, como que destacando a vida da realidade. claro que tudo entrecortado pelo ruído - trágico - das motas de escape livre que periodicamente passam na rotunda e nos trazem (uma e outra vez) a interrogação "onde pára a polícia?"


as gaivotas assistindo, solenes, sobre as gruas, esvoaçando a intervalos ao som das salvas de palmas. não sendo especialmente devota de música de orquestra, impressiona-me deveras o conjunto das mil partes, a sequência, a harmonia do todo, as percursões, os grandes metais. a tuba, dá-me a volta à cabeça a tuba. fiquei a olhar para o homem que tocava tuba: jovem, encorpado, de braços cruzados a maior parte do concerto. o que poderá levar um homem a querer ser tocador de tuba?



e as harpas, o seu dedilhar vindo directamente do mundo dos sonhos e das fadas. depois do "João e o pé de feijão" foi o mais perto que já estive de uma harpa.

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sábado, março 11, 2006

somos vizinhas


a Casa da Música e eu, mas só hoje lhe fiz uma visita como deve ser. fui adiando porque sabia que ia ser assim simples: vestir um casaco, pegar na máquina fotográfica e entrar.

não sabia é que percorrê-la me ia deixar assim: seduzida como quem acaba de ver um filme, optimista como quem ouve previsões de um futuro melhor (e mais belo), grata como quem recebe uma prenda maior que a que desejou.


gostei de tudo: das cores, das texturas, de saber o que se esperava de cada espaço, de rever a minha Boavista a partir daquele espaço.


gostei do ar que se respirava, da luz que entrava e do que, lá, me fez sonhar.

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